Fecho os olhos…
Um tédio apoderou-se de mim, consome-me as forças vitais.
Nem sequer me sinto vazio, não me sinto.
Abro os olhos…
Olho-me ao espelho e não me reconheço, procuro de todos os
ângulos uma explicação para este torpor, mas o reflexo continua imutável, mudo
e frio.
Fecho os olhos…
Vejo o vazio, uma noite sem estrelas… Uma sombra paira sobre
mim, entorpece-me o corpo, seca-me os lábios, tento gritar mas nenhum som me
sai da garganta.
Abro os olhos…
No meio da multidão sinto-me só
Fecho os olhos…
Nada
Abro os olhos…
Nada…
Fecho…
Abro…
Fecho…
…
Durmo que não sou, no dia que não foi dia…
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