sábado, 28 de julho de 2012

Fecho os olhos…



Fecho os olhos…

Um tédio apoderou-se de mim, consome-me as forças vitais. Nem sequer me sinto vazio, não me sinto.

Abro os olhos…

Olho-me ao espelho e não me reconheço, procuro de todos os ângulos uma explicação para este torpor, mas o reflexo continua imutável, mudo e frio.

Fecho os olhos…

Vejo o vazio, uma noite sem estrelas… Uma sombra paira sobre mim, entorpece-me o corpo, seca-me os lábios, tento gritar mas nenhum som me sai da garganta.

Abro os olhos…

No meio da multidão sinto-me só

Fecho os olhos…

Nada

Abro os olhos…

Nada…

Fecho…

Abro…

Fecho…


Durmo que não sou, no dia que não foi dia…

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