Enquanto escrevo estas palavras, sozinho no meu quarto, não sinto a solidão que ecoa no corredor, o meu ser preenche e extravasa estas paredes. Vivo plenamente segundo a minha natureza!
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Fecho os olhos…
Fecho os olhos…
Um tédio apoderou-se de mim, consome-me as forças vitais.
Nem sequer me sinto vazio, não me sinto.
Abro os olhos…
Olho-me ao espelho e não me reconheço, procuro de todos os
ângulos uma explicação para este torpor, mas o reflexo continua imutável, mudo
e frio.
Fecho os olhos…
Vejo o vazio, uma noite sem estrelas… Uma sombra paira sobre
mim, entorpece-me o corpo, seca-me os lábios, tento gritar mas nenhum som me
sai da garganta.
Abro os olhos…
No meio da multidão sinto-me só
Fecho os olhos…
Nada
Abro os olhos…
Nada…
Fecho…
Abro…
Fecho…
…
Durmo que não sou, no dia que não foi dia…
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Tempestade
Diz-se que depois da tempestade vem a bonança, creio que
depois da bonança vem a tempestade, sendo esta tão ou mais necessária que a
bonança, servindo-lhe como ponto de comparação e dando-lhe sentido.
Não existe o Homem Feliz, sem a tristeza, os desgostos e as
lutas, a felicidade deixaria de existir, apoderar-se-ia do Homem um não sentir,
uma indiferença de viver. O Homem não seria mais Homem, seria um espectro sem
forma, não passaria de uma sombra numa noite sem lua...
quinta-feira, 26 de julho de 2012
“The Meaning of Life”
Porque sou eu agora e não noutra época? Porque nasci quando
nasci e não noutra altura, poderia eu ter sido outra pessoa? Até que ponto
estará a minha consciência ligada a este corpo?
O que é a nossa consciência? A nossa alma, alguns diriam.
Não somos mais que as conexões existentes entre os nossos neurónios, logo, eu
não existo neste corpo, eu sou este corpo, sendo irrelevante pensar em nós
noutra realidade que não a que vivemos (outro corpo, outro tempo, etc…). Mas
como vimos a este mundo? Como ganhamos consciência? Existirá a nossa alma à
espera que o nosso corpo nasça, continuando a existir depois deste, tendo como
destino uma eternidade dependente das nossas acções na terra? Quando começamos
a ser nós? Este momento zero parece impossível de definir, talvez o seja mesmo.
Hoje não sou exactamente o mesmo que era há dois dias, muito menos há dois anos.
Não sendo mais que as conexões entre neurónios, podemos considerar que
começamos a ser nós próprios quando os primeiros neurónios se começam a
desenvolver e a interligar-se, ainda no ventre. Aí começa a nossa
diferenciação, se o nosso corpo, a nossa aparência são definidos pelos nossos
genes, estes também vão influenciar e definir os nossos neurónios e suas
conexões, definindo-nos a um nível inicial, mais tarde factores externos como a
sociedade, a cultura, a educação, etc… e depois, a um nível mais elevado, as
nossas escolhas, decisões e acções continuarão s definir-nos e, à medida que
crescemos vamo-nos aproximando do verdadeiro Eu, do supremo Eu. Até que o nosso
corpo morre e com ele a nossa consciência, acaba-se tudo para nós.
Qual é então o significado da vida, porque temos que
praticar o “bem”, que sentido tem nascer, viver e morrer sabendo que depois não
há nada, que nenhum ser superior nos julga e nos recompensa ou castiga conforme
as nossas acções?
“Quando lhe disse: «Que quer que faça da sacralidade das tradições, se vivo plenamente no interior de mim mesmo?», o meu amigo sugeriu-me: «E se esses impulsos vierem de um plano inferior e não superior?» Então respondi-lhe: «Não me parece, mas se eu for filho do Demónio, pois bem, viverei de acordo com ele.» Para mim nenhuma lei pode ser sagrada, a não ser a lei da minha própria natureza.”
Ralph Waldo Emerson
Temos que ser os nossos próprios Deuses, confiar em nós como
os nossos próprios juízes. O sentido da vida, a verdadeira felicidade está em
cada um de nós. As nossas acções são os nossos anjos e demónios, guiando-nos na
demanda do Eu verdadeiro, de Deus. Há-que seguir integro nesta busca, “Nada, em
definitivo é sagrado, a não ser a integridade da nossa própria mente.”
Há-que viver a vida ao máximo, viver, fazer, experimentar, não abdicando dos
nossos princípios nem prejudicando o próximo. Para que quando “fores de noite e
ao fim da estrada” possas olhar para trás sem mágoa ou arrependimento e que te
vás com um sorriso nos lábios.
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