Vagueio sem rumo no oceano da vida, sou uma concha vazia
agastada pelas ondas, um barco perdido levado pelas correntes do destino.
Perdido em mim procuro-me lá fora, busco-me, busco-TE. Cego de amargura meu
coração suspirava a cada leve brisa. Entregava-me completamente de alma e
coração à mais pequena miragem, ao mais ínfimo vislumbre teu. Com a visão
toldada apenas via o que queria, o que desejava ver, negando tudo o resto,
negando a minha própria natureza. Via-te (ou projectava-te) em mascaras
falantes, em folhas voando ao sabor do vento. E, de cada vez que o véu caía e via com olhos de ver, tu não estavas lá, nunca estiveste…
Fechei-me em mim
próprio longe dos olhares do mundo.
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