Enquanto escrevo estas palavras, sozinho no meu quarto, não sinto a solidão que ecoa no corredor, o meu ser preenche e extravasa estas paredes. Vivo plenamente segundo a minha natureza!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Não vejo a luz em mim, (...) só quis tocar o céu!
Devagar - Ornatos Violeta
se o vento não mudar
vou dar até sentir
que há uma razão para crer
que é bem melhor existir
não sei
não vejo luz em mim
tão pouco em mais alguém
só quis tocar o céu
não quero mal a ninguém
eu sei
diz-te a canção do medo
vê se um dia o tempo nos traz
mas perde a noção do tempo
quando eu amo é sempre devagar.
domingo, 19 de agosto de 2012
Ânsia de viver
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"
Florbela Espanca
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
(Untitled) - parte 1
Vagueio sem rumo no oceano da vida, sou uma concha vazia
agastada pelas ondas, um barco perdido levado pelas correntes do destino.
Perdido em mim procuro-me lá fora, busco-me, busco-TE. Cego de amargura meu
coração suspirava a cada leve brisa. Entregava-me completamente de alma e
coração à mais pequena miragem, ao mais ínfimo vislumbre teu. Com a visão
toldada apenas via o que queria, o que desejava ver, negando tudo o resto,
negando a minha própria natureza. Via-te (ou projectava-te) em mascaras
falantes, em folhas voando ao sabor do vento. E, de cada vez que o véu caía e via com olhos de ver, tu não estavas lá, nunca estiveste…
Fechei-me em mim
próprio longe dos olhares do mundo.
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