Sinto-me sozinho e impotente, sozinho como vivi durante anos antes de te conhecer. Sozinho que para mim era independência, liberdade, hoje é a palavra mais vil do mundo.
Parece que foi há milhares de anos, mas lembro-me como se fosse ontem da nossa primeira conversa, do nosso primeiro encontro, do teu olhar, do teu sorriso…
E hoje agarro-me com força ao teu ultimo abraço, aquele antes de partires, aquele que apesar de breve continha em si tudo o que passámos, tudo o que vivemos, tudo o que poderíamos ter sido, todas as alegrias e desgostos futuros…
Agora não estás cá para me abraçar como só tu o fazias. Como me sentia protegido nos teus braços, como se o mundo não pudesse nada contra nós!
Parece tudo tão errado, tão estranho, esta ausência, este vazio que ficou! Quero acordar, abrir os olhos e ver que tudo não passa de um sonho, mas quando o faço tudo continua na mesma, eu continuo despido e miserável, na merda, e tu não estás lá para me abraçar, para me consolar, para me ouvir, não estás…
Queimei as tuas coisas, apaguei as tuas mensagens e as tuas fotos, mas como te posso apagar do coração? Como posso apagar algo que me marcou profundamente, que me mudou, com o qual cresci, aprendi e tornei-me mais forte?